Acidez em leite - Você tem certeza dos seus resultados?

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ID Artigo HE25

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Data da Publicação 03/20/2020
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Pergunta ou Título
Acidez em leite - Você tem certeza dos seus resultados?
Resposta
Um dos grandes desafios de um bom controle de qualidade para os produtos lácteos é a análise de acidez. A análise de ácido lático não deveria ser nenhum problema se a técnica hoje mais utilizada não fosse a de titulação clássica, onde emprega-se muita subjetividade à análise.

A técnica de titulação consiste na neutralização de um analito desejado (no caso ácido lático) com uma quantidade conhecida de reagente neutralizante (no caso NaOH). Até então nenhum problema a vista, porém geralmente a dificuldade da titulação clássica mora na detecção do ponto de viragem da titulação, que é feita visualmente com um indicador de cor (fenolftaleína para acidez de ácido lático).

O ponto de viragem da fenolftaleína, pode estar entre os valores de pH 8.0 e 10.0, o que é um problema se formos levar em consideração a IN68, que estipula que a titulação deve ser realizada até que a solução fique “rósea”. Nesta situação, cada gota a mais ou a menos pode fazer a diferença, pois pode ficar abaixo do pH 8.3 (pH ideal) ou acima, ainda mais porque o ponto de inflexão da curva é bastante acentuado nesta faixa de pH como mostra a figura abaixo.

Outro fator que devemos levar em consideração quando fazemos análise de acidez pela titulação clássica é o fator humano. Cada pessoa enxerga o ponto de viragem de uma forma diferente da outra, e como geralmente em laboratórios de controle de qualidade há trabalhos em turnos, várias pessoas acabam realizando a mesma análise, podendo gerar resultados divergentes.
             
Além de toda essa problemática em cima do ponto de viragem com fenolftaleína, existem outros riscos inerentes à titulação clássica, como quebra de vidrarias, manuseio de reagentes químicos perigosos, leitura do volume errado na bureta, etc. 
             
Para mitigar essas problemáticas, existem algumas técnicas que melhoram um pouco a precisão da leitura volumétrica como dispensadores digitais, porém estes dispensadores ainda não eliminam um dos maiores problemas, que é a da leitura visual do ponto de viragem.

A técnica que elimina a maior quantidade de erros hoje é a titulação automática. O titulador automático elimina a leitura visual do ponto de viragem, pois utiliza um eletrodo de pH, sabendo assim o volume exato que foi dispensado pelo equipamento quando atinge o pH 8.3. Além disso, o equipamento pode ser configurado para dar o resultado automaticamente na tela na unidade de medida desejada, além de liberar o analista do laboratório para realizar outras tarefas enquanto o equipamento faz o trabalho pesado.

O custo inicial de aquisição de um titulador automático sem dúvidas é superior ao investimento inicial para se fazer titulação com vidrarias, porém se fizermos os cálculos de retorno sobre o investimento, podemos concluir que o titulador automático possui um ótimo custo-benefício e traz o retorno mais rápido do que imaginamos. Dependendo da quantidade de amostras, este retorno pode variar de 6 a 12 meses.
 
Para conhecer mais sobre a técnica de titulação automática, assista ao nosso vídeo e veja as vantagens da utilização do titulador automático com relação à titulação manual.
 
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